No estado
de Santa Catarina a legislação pode flexibilizar o corte da araucária. As
autoridades ambientais repensam regras em relação à espécie...
Aves titicas em Áreas de Araucária
"O rico" ...
Volume de
novas araucárias não tem aumentado como ocorreria se as restrições fossem
flexibilizadas, dizem estudos.
Os
resultados obtidos pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina
podem alterar significativamente algumas medidas ambientais altamente
restritivas no estado. Um exemplo é a relação dos moradores de áreas próximas a
florestas e até própria legislação em relação à araucária,
espécie com corte proibido.
O brilho das araucárias.
A
pesquisa, além de coletar material, também conversou com os moradores das
regiões no entorno das florestas para saber quais as espécies de plantas
nativas mais utilizadas, os usos atuais e potenciais e a importância que
estas espécies têm para a população, do ponto de vista econômico, social e
cultural. Foram feitas mais de 700 entrevistas ao longo de 2010.
“A gente observou que o número de araucárias, que é uma espécie com corte proibido, por exemplo, é muito maior do que se imaginava”, disse Daniel Piotto, gerente executivo de Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Apesar disto, a restrição é mantida. O resultado, segundo relatos de moradores locais, é que, muitas vezes, proprietários de terra eliminam as araucárias ainda pequenas que brotam no meio de pastos para evitar problemas com a lei posteriormente, quando se tornarem árvores.
“A gente observou que o número de araucárias, que é uma espécie com corte proibido, por exemplo, é muito maior do que se imaginava”, disse Daniel Piotto, gerente executivo de Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Apesar disto, a restrição é mantida. O resultado, segundo relatos de moradores locais, é que, muitas vezes, proprietários de terra eliminam as araucárias ainda pequenas que brotam no meio de pastos para evitar problemas com a lei posteriormente, quando se tornarem árvores.
Preserve a Natureza.
“A ideia da lei é proteger, mas você está
restringindo cada vez mais desta forma”, avaliou Piotto, explicando que o
volume de novas árvores da espécie não tem aumentado como ocorreria se as
restrições fossem flexibilizadas. O gerente do SFB disse que a conclusão
acendeu um debate no estado. Autoridades ambientais e de outras áreas estão
reavaliando as medidas em relação à araucária para avaliar se realmente é
possível e necessário flexibilizar as regras.
A dona plantadeira por natureza.
Um pouco
acima do mapa brasileiro, no Distrito Federal um levantamento semelhante foi
realizado nas florestas do cerrado, com apoio de pesquisadores da
Universidade de Brasília (UnB). “No DF, fizemos mais um teste metodológico.
O inventario nacional tem grade de 20 por 20 quilômetros [distância entre os
pontos onde as equipes definem para coleta e análise]. No Distrito Federal
temos grades mais densas de 5 ou 10 quilômetros de distância porque a área é
menor e muito urbanizada”, explicou Piotto.
Os dados oficiais do Cerrado ainda não foram consolidados, mas, segundo o gerente do SFB não foram constatadas tantas novidades como em Santa Catarina. “Com muita interferência do homem, a vegetação em volta das cidades sofre com incêndios florestais quase todo ano. Do ponto de vista de volume de madeira temos pouco material, mas temos uma quantidade significativa de espécies. É totalmente diferente de Santa Catarina”.
O levantamento no Distrito Federal foi realizado em três meses, por três equipes formadas por 15 pessoas cada. Ainda sem a consolidação dos dados oficiais, Piotto adianta que o cerrado deve trazer importantes detalhes sobre o uso de produtos não madeireiros.
Os dados oficiais do Cerrado ainda não foram consolidados, mas, segundo o gerente do SFB não foram constatadas tantas novidades como em Santa Catarina. “Com muita interferência do homem, a vegetação em volta das cidades sofre com incêndios florestais quase todo ano. Do ponto de vista de volume de madeira temos pouco material, mas temos uma quantidade significativa de espécies. É totalmente diferente de Santa Catarina”.
O levantamento no Distrito Federal foi realizado em três meses, por três equipes formadas por 15 pessoas cada. Ainda sem a consolidação dos dados oficiais, Piotto adianta que o cerrado deve trazer importantes detalhes sobre o uso de produtos não madeireiros.
Texto de:
Santa Catarina pode flexibilizar legislação do
corte da araucária.( BRASIL, Agência,
2013). Disponível em: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI329431-18095,00-SANTA+CATARINA+PODE+FLEXIBILIZAR+LEGISLACAO+DO+CORTE+DA+ARAUCARIA.html
Acesso em 27 jan. de 2013.
Imagem 1: walfridoneto.wordpress.com





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